Brasília pode não ser o Amazonas

Os políticos tradicionais de Brasília animaram-se com o resultado das eleições para governador do Amazonas: foram para o segundo turno dois políticos tradicionais e envolvidos em corrupção, os ex-prefeitos e ex-governadores Amazonino Mendes (PDT, com 38,7% dos votos válidos) e Eduardo Braga (PMDB, com 25,3%), senador atualmente. Em terceiro lugar, com 18,6%, ficou outra representante da velha política, Rebecca Garcia, do PP, um dos partidos mais sujos na Lava-Jato. O candidato do PT, José Ricardo, ficou em quarto lugar com 12,1%.

Se isso aconteceu lá, pode acontecer aqui, raciocinam os velhos políticos brasilienses. O repúdio dos eleitores aos políticos tradicionais e à corrupção, e que pelo menos em parte se expressou em 24,35 de abstenção, 3,49% de votos em branco e 12,33% de votos anulados, não impediu a vitória de Amazonino e Braga, que vão para o segundo turno.

Os velhos políticos de Brasília não estão totalmente errados: protestar se abstendo e votando nulo ou em branco ajuda a eleição da velharia política. Mas isso muda se houver um ou mais candidatos que representem novas ideias, novas práticas e novos métodos e que estejam sintonizados com o que quer o eleitorado. Se esses candidatos conseguirem captar o voto de protesto, dificultarão a vida dos políticos tradicionais.

Foi o que faltou no Amazonas. Aqui talvez não falte.

 

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1 comentário

  1. O eleitor, em geral, é um desinformado. Cabe a criação de novas regras que dificultem a eleição desses velhos políticos. Nessa hora cabe a ajuda do Ministério Público!!!

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