Como a nova política ficou só nas intenções

Ainda sobre a entrevista à coluna Eixo Capital, do Correio Braziliense:

1. A campanha de Rodrigo Rollemberg ao governo ressaltou a ideia de executar novas práticas e aplicar novos métodos na relação política com a Câmara Legislativa e com a sociedade. O então candidato repetiu por diversas vezes que não queria ser eleito para fazer “mais do mesmo”, mas para fazer diferente e mudar de fato.

2. O ambiente político no país e em Brasília era favorável à adoção da nova política. O discurso de campanha criou a expectativa na população e entre os deputados distritais eleitos de que as coisas mudariam. Os políticos estavam preparados para as mudanças. Ainda na transição, porém, foram dados os sinais contrários: escolha de distritais para secretarias (cujo número aumentou, em relação ao planejado, para atendê-los), loteamento generalizado de cargos, distribuição das administrações regionais entre forças políticas — quando havia sido feita a promessa de realizar eleições diretas para administrador.

3. O abandono da nova política se firmou com a interferência do governador eleito na eleição da mesa da Câmara e com a escolha da deputada Celina Leão para presidi-la. A deputada já era, notoriamente, a expressão acabada da velha política e das práticas tão condenadas na campanha eleitoral — e vem comprovando isso no decorrer do mandato.

4. A partir daí, a relação do governo com a Câmara foi o desastre que é até hoje. O governo optou pela velha política mas não teve competência para executá-la, como fazem as raposas da politicagem. Entrou num labirinto do qual até hoje não saiu.

5. Posteriormente, até a ideia de levar profissionais competentes para os conselhos de administração e fiscal das empresas foi substituída pela nomeação de apadrinhados por políticos e de integrantes do governo para que auferissem ganhos extras com jetons.

E assim ficamos no mesmo do mesmo.

 

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