Passou da hora de acabar com privilégios e mordomias

Conselheiros do Tribunal de Contas do DF estão incomodados porque um de seus colegas, Renato Rainha, e a procuradora-geral de Contas, Cláudia Fernanda Pereira, não quiseram receber o imoral auxílio-moradia retroativo pago aos demais conselheiros e procuradores. Rainha e Cláudia abriram mão de R$ 209.583,07, cada.

Mas ambos continuam recebendo o auxílio-moradia mensal. E o portal Metrópoles, em matéria de Lilian Tahan e Maria Eugênia, lembra que em 2014, “quando a opinião pública não soube do pagamento”, nenhum conselheiro e procurador rejeitou uma parcela retroativa de R$ 49.314,69.

O auxílio-moradia tem é de acabar, para todos, nos três poderes. Só se justifica como auxílio, com prazo curto e determinado, quando o servidor público é removido de uma cidade para outra. Têm de acabar também os apartamentos funcionais, que se justificavam apenas quando a capital federal foi transferida do Rio de Janeiro para Brasília.

O Brasil é o país das mordomias para autoridades e alguns servidores públicos privilegiados: residências funcionais, auxílio-moradia, auxílio-alimentação, verba indenizatória, planos de saúde subvencionados, passagens gratuitas, serviços médicos exclusivos, carros oficiais, voos em jatinhos da FAB, agentes de segurança, auxílio para escola dos filhos e por aí adiante.

Passou da hora de a sociedade ser informada de tudo isso e quanto custa. A população então verá que o dinheiro de seus impostos está sendo gasto para garantir boa vida a um punhado de privilegiados que já ganham ótimos salários.

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