Distritais preocupados com a saúde, mas a deles

Não há crise também para os deputados distritais e os servidores da Câmara Legislativa, aliás inchada de comissionados. Suas excelências, que tanto falam do caos nos serviços de saúde de Brasília, resolveram gastar R$10,2 milhões para ampliar o plano de saúde que beneficia a eles próprios e aos funcionários. O plano, considerado um dos mais generosos da cidade, é administrado por uma caixa preta denominada Fascal – Fundo de Assistência à Saúde.

A informação está em nota publicada pela editora Ana Maria Campos na coluna Eixo Capital, no Correio Braziliense. Segundo ela, a Câmara vai aumentar os repasses para o Fascal “com o objetivo de ampliar a rede de atendimento aos parlamentares e funcionários”. O projeto, da mesa diretora da Câmara presidida pelo deputado Joe Valle, já foi aprovado por duas comissões.

Para os distritais, não bastam a altíssima verba indenizatória, o absurdo número de servidores nos gabinetes e lideranças partidárias, os enormes gastos com combustível e viagens internacionais. A falta de sintonia com a realidade do país e de Brasília é tão grande que suas excelências estabeleceram, no edital do concurso que pretendem realizar, remuneração inicial de R$ 10.650,19 para técnicos legislativos de nível médio — valor que poucos professores da rede pública, com nível superior, recebem.

Parlamentos são essenciais em uma democracia, mas a Câmara Legislativa do Distrito Federal, na linha do Congresso Nacional e das casas legislativas estaduais e municipais, contribui decisivamente para desmoralizara instituição parlamentar e a própria democracia.

 

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