Amazonas dá o tom de 2018

As eleições para governador no Amazonas são, ressalvadas as peculiaridades locais, um bom laboratório para pensarmos em cenários para 2018. Os números são expressivos: houve mais abstenções e votos nulos e em branco (1.016.635) do que os dados aos candidatos Amazonino Mendes (782.933) e Eduardo Braga (539.318).

O percentual de 49,61% dos que não votaram nos dois candidatos não impede que um deles se eleja, mas mostra que a insatisfação da população com a velha política é mesmo muito grande. Amazonino Mendes é um governador eleito por menos de um terço dos eleitores do Amazonas. Tem legitimidade formal, mas não real.

Isso poderá se repetir em Brasília se os candidatos forem os que têm sido anunciados: o governador Rodrigo Rollemberg e outros adeptos dos velhos métodos e práticas políticas, que não acenam com mudança e renovação. A maioria do eleitorado não votará em nenhum deles, mas um deles será eleito.

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