Justiça do Trabalho protege marajás do BRB e da Caesb

Dois juízes do trabalho decidiram que os empregados do Banco de Brasília e da Caesb podem continuar ganhando acima do teto de R$ 30,4 mil. Para os dois juízes bonzinhos, como essas empresas têm rendas próprias e não dependem dos cofres do governo de Brasília, seus empregados não estão sujeitos à lei do teto. Podem receber, como já se mostrou, até R$ 90 mil mensais. Se prevalecer o argumento dos juízes bonzinhos, os que trabalham na Terracap e na CEB também podem continuar ganhando acima do teto salarial que vigora para os servidores da administração e das empresas dependentes do governo.

A decisão é absurda sob o ponto de vista da gestão pública — e essas empresas são públicas — e discutível sob o ponto de vista jurídico. Mas até que a segunda instância se manifeste, os empregados do BRB e da Caesb continuarão a embolsar recursos públicos que poderiam ser mais bem aplicados na melhoria dos serviços prestados pelas empresas. Além disso, o alto percentual da receita gasto com salários estratosféricos reduzem a lucratividades dessas empresas — que deveria ser revertida em favor da população, e não de poucos servidores privilegiados.

Um dirigente do sindicato dos empregados da Caesb alega em defesa dos privilegiados, além dos tradicionais “direitos adquiridos”, que os beneficiados por salários acima de R$ 30 mil dão dedicação exclusiva à empresa e têm muitos anos de trabalho. Ora, professores com dedicação exclusiva ao ensino e que passam anos em salas de aula recebem muito, mas muito menos mesmo, do que os marajás das empresas públicas.

Os dois juízes protetores de marajás são João Luiz Rocha Sampaio e Rubens Curado Silveira.

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