Tirem os servidores da saúde, educação e segurança dos gabinetes

O Tribunal de Contas da União quer que professores e policiais civis e militares fora de suas atividades voltem às salas de aula, delegacias e quarteis. Está certíssimo, pois é enorme, em todo o país e em Brasília, o número de servidores dessas áreas e também da saúde e do corpo de bombeiros deslocados de suas funções para trabalhar em funções administrativas e em gabinetes no Legislativo e no Judiciário. É absurda também a quantidade de policiais e bombeiros do Distrito Federal cedidos à Presidência da República para fazer a segurança de instalações e de autoridades.

No início do governo de Rodrigo Rollemberg cogitou-se de não mais ceder servidores da saúde, da educação e da segurança para outros órgãos, a não ser para a Presidência (porque é obrigatório) e para atividades específicas de suas profissões. Mas a pressão contrária foi grande, especialmente de deputados distritais e do Judiciário, e a medida não foi implantada. Faltou coragem para enfrentar as reações e sobrou vontade de fazer média com os requisitantes.

A população estaria mais bem assistida se todos os professores, policiais, bombeiros, médicos e outros profissionais da saúde deixassem os gabinetes e voltassem às atividades para as quais fizeram concurso. E a tal falta de servidores nessa área não existiria, ou seria bem menor.

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