O governador e eu: já que perguntam, explico

Tenho conversado com muitos pré-candidatos a todos os cargos e muitos deles — e não só eles, mas também amigos e outros — me perguntam como está minha relação com o governador Rodrigo Rollemberg. Afinal, estivemos próximos desde a eleição para o Senado e fui coordenador-geral de sua campanha para o governo e da equipe de transição e exerci a chefia da Casa Civil por seis meses. É natural a curiosidade ou o interesse e muitos querem saber como me posiciono diante das eleições próximas.

Nos extremos, uns acham que Rodrigo e eu temos uma ligação muito próxima e outros pensam que estamos rompidos. Pois nenhuma das alternativas é correta: nem muito próximos, nem rompidos. Não brigamos em nenhum momento e temos uma relação cordial, tanto que em janeiro de 2017 ele me convidou para voltar ao governo. “Falamos” por Whatsapp de vez em quando e há muito tempo não nos encontramos pessoalmente, ficando no “vamos marcar uma conversa”.

Não participo direta ou indiretamente do governo e não sou consultor formal ou informal do governador. Sequer venho dando palpites, como fiz por algum tempo depois de deixar a Casa Civil. Tenho, pois, total liberdade para criticar o governador e seu governo, no blog ou fora dele. Recentemente tive oportunidade de fazer isso na presença dele, em uma reunião com cerca de 40 representantes da sociedade civil. O governador conhece minhas ideias, sabe o que penso e no que discordo dele. Recebe democraticamente as críticas e as rebate com civilidade.

Posso também elogiar o governador e o governo quando quiser. Tenho, felizmente, independência para dizer o que quero e não preciso prestar contas de minhas opiniões a ninguém. Mas aceito as réplicas, as respostas e as correções, e sei reconhecer quando erro.

 

 

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