O vice-governador é a demonstração de que não precisamos de vice-governador

Publiquei este texto no dia 19 de julho de 2016, em minha coluna no Jornal de Brasília, e está no meu livro “Assim é a velha política” (Editora Meiaum):

“A figura do vice-governador deveria acabar. O vice, em geral, custa muito caro aos cofres públicos — tem até residência oficial –, costuma conspirar contra o titular e tudo o que faz pode ser feito por um secretário.

Antes de Brasília ter eleições, quem substituía eventualmente o governador era o chefe da Casa Civil. Funcionava muito bem e não custava um centavo. Se o afastamento do governador for definitivo, é só fazer novas eleições, diretas ou indiretas. Basta alterar a Lei Orgânica.”

Escrevi isso depois de falar de uma série de trapalhadas e jogadas marqueteiras do vice-governador Renato Santana, de quem disse, no mesmo dia: “Renato Santana cabe perfeitamente no figurino de um tipo que, nas redações antigas, era chamado de ‘simulador de produtividade’. É aquele que não trabalha e nada produz de útil, mas faz jogo de cena e sabe simular com competência uma atividade intensa — com ajuda de assessores que armam as situações e de jornalistas que caem em seus factoides.”

Pois é: o vice continua armando e simulando. E é a prova viva de que vice-governador não faz falta nenhuma.

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