Mais um absurdo do incrível TCDF

Muitos políticos, juízes, promotores, procuradores e marajás dos três poderes parecem ter ligado o “f…-se” para o povo e não estão nem aí para a crise que assola o país e para o empobrecimento da população. Continuam defendendo seus aumentos salariais, privilégios, mordomias e benefícios como se estivessem acima dos cidadãos comuns.

Os conselheiros do Tribunal de Contas do Distrito Federal não fogem à regra. Recebem desde 2013 um imoral auxílio-moradia de R$4.377,73 mensais e agora conseguiram o reconhecimento do “direito” de receberem valores retroativos referentes ao período de 2009 a 2013. Sangria nos cofres públicos para beneficiar sete conselheiros, a maioria dos quais nenhuma pessoa séria e honesta gostaria de ver trabalhando em sua empresa ou em um órgão público: R$ 1,6 milhão.

O auxílio-moradia é uma imoralidade criada para aumentar salários de quem já ganha muito bem. Quem precisa de auxílio-moradia são os desempregados e os que têm baixa renda.

 

Me engana que eu publico — e ajudo a enganar

Já começou a temporada de notinhas e fotografias plantadas em colunas e blogs por políticos que querem se cacifar para as eleições de 2018. Esses políticos promovem reuniões, cafés da manhã, almoços e jantares entre eles próprios para mostrar que estão ativos e articulados. Passam as informações para colunistas e blogueiros, que as acolhem festivamente, e ainda enviam fotografias tiradas por assessores — e que são, naturalmente, publicadas.

Esta é a temporada também dos lobbies que esses políticos fazem por intermédio de blogueiros afinados com eles, ou até que para eles trabalham. Quem procurar o que era postado em 2013 e 2014 vai encontrar “informações” e “bastidores” que anunciavam candidaturas irreversíveis ou mesmo antecipadamente vitoriosas, alianças consolidadas e postulantes fatalmente condenados ao fracasso.

A sorte de colunistas e blogueiros é que ninguém vai conferir depois.

 

Brasília pode não ser o Amazonas

Os políticos tradicionais de Brasília animaram-se com o resultado das eleições para governador do Amazonas: foram para o segundo turno dois políticos tradicionais e envolvidos em corrupção, os ex-prefeitos e ex-governadores Amazonino Mendes (PDT, com 38,7% dos votos válidos) e Eduardo Braga (PMDB, com 25,3%), senador atualmente. Em terceiro lugar, com 18,6%, ficou outra representante da velha política, Rebecca Garcia, do PP, um dos partidos mais sujos na Lava-Jato. O candidato do PT, José Ricardo, ficou em quarto lugar com 12,1%.

Se isso aconteceu lá, pode acontecer aqui, raciocinam os velhos políticos brasilienses. O repúdio dos eleitores aos políticos tradicionais e à corrupção, e que pelo menos em parte se expressou em 24,35 de abstenção, 3,49% de votos em branco e 12,33% de votos anulados, não impediu a vitória de Amazonino e Braga, que vão para o segundo turno.

Os velhos políticos de Brasília não estão totalmente errados: protestar se abstendo e votando nulo ou em branco ajuda a eleição da velharia política. Mas isso muda se houver um ou mais candidatos que representem novas ideias, novas práticas e novos métodos e que estejam sintonizados com o que quer o eleitorado. Se esses candidatos conseguirem captar o voto de protesto, dificultarão a vida dos políticos tradicionais.

Foi o que faltou no Amazonas. Aqui talvez não falte.

 

De volta ao blog

Estava deixando passar o lançamento do livro para reiniciar este blog, depois de quase quatro anos de interrupção. Parei de publicá-lo quando passei a me dedicar à pré campanha do então candidato Rodrigo Rollemberg ao governo. O conflito de interesses seria evidente.
Depois que saí do governo publiquei textos sobre temas nacionais e locais no Brasil247, no Jornal de Brasília e no Congresso em Foco. Mas já pensando em retomar o blog.
Não é um blog de notícias, nem agregador de textos — embora, eventualmente, possa reproduzir textos de outras pessoas que achar interessante. O blog segue a minha linha de interpretar, analisar criticamente e opinar sobre os fatos.

Assim é a velha política

Lancei ontem a coletânea das colunas que publiquei em 2016 no Jornal de Brasília. Sob o título “Assim é a Velha Política”, trato de temas diversos, ligados à realidade brasiliense, com uma abordagem analítica e crítica. Não queria uma coluna para dar notícias e servir de palco para interessados em aparecer, queria contar o que há por trás e por baixo dos fatos.
O lançamento foi muito bom, o Carpe Diem ficou lotado de 19h até 23h30 e conseguimos vender mais de 300 livros. Já estão programadas duas conversas sobre o tema do livro, seguidas de autógrafos para os que quiserem: no dia 6 de setembro, às 10 horas, na Livraria do Chiquinho, na Ala Norte do Minhocão (UnB); no dia 16 de setembro, um sábado, às 16 horas, na Banca da Conceição (308 Sul). O livro pode ser comprado nesses dois locais, na sede da Editora Meiaum (Deck Norte sala 350) e pelo site heliodoyle.com.br/assimeavelhapolitica. Custa R$ 40,00 e o frete é gratuito para endereços no Distrito Federal.
O livro tem um texto do senador José Antonio Reguffe, prefácio do poeta Nicolas Behr e apresentação da editora Anna Halley — responsável pela edição, ao lado do excelente designer Carlinhos Drumond, que também desenhou a capa.