O grande momento das notícias falsas, das mentiras e das notas plantadas

Desconfie, em princípio e por precaução, de tudo que for publicado a respeito dos possíveis candidatos às eleições de outubro. Neste período pré-eleitoral proliferam as notícias falsas, as mentiras, as interpretações e as análises parciais e interesseiras. Mesmo jornalistas sérios e bem-intencionados deixam-se envolver, involuntariamente, por informações mentirosas e pelos lobbies disfarçados de candidatos, e acabam publicando matérias e notas que refletem mais interesses e desejos de alguns do que a realidade e os fatos.

Quem conhece os personagens dos meios políticos e jornalísticos, sabe quem é quem e quais são os interesses em jogo, é mais capaz de identificar as notícias falsas e as interpretações tendenciosas. Mas as pessoas que não se envolvem tanto, os leitores em geral, são facilmente enganadas. Por isso, todo cuidado na leitura ainda é muito pouco, especialmente — mas não apenas — os textos publicados em blogs e sítios cujos redatores não têm nenhum compromisso com a ética jornalística.

Os jornalistas profissionais sabem que as informações que recebem têm de ser checadas e confirmadas, ainda que por fontes não identificadas. As pessoas citadas nos textos devem ser ouvidas, pois podem estar sendo vítimas de informações erradas. Estar fazendo “jornalismo de opinião” não é pretexto para disseminar mentiras e notícias falsas. A opinião é livre, mas sem divulgar, de contrabando, informações falsas.